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Reflexões sobre a Reforma Trabalhista (84): A negociação coletiva XIV
Ainda sobre a análise dos incisos do artigo 611-B da CLT, que definem direitos que não podem ser reduzidos ou suprimidos por negociação coletiva, hoje abordaremos os incisos XXVI a XXVIII, que tratam sobre a liberdade sindical e o direito de greve.
 
Liberdade sindical
 
O inciso XXVI do dispositivo expressa que é vedado à negociação coletiva criar qualquer cláusula que restrinja a liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador. Por exemplo, cláusulas que exijam que a empresa apenas contrate trabalhadores filiados ao sindicato.
 
Ademais, o inciso faz menção expressa à proibição de convenção ou acordo coletivo afastar a exigência de anuência prévia e expressa do trabalhador para qualquer cobrança ou desconto salarial, o que deve ser interpretado em conjunto com os artigos 578 e 579 da CLT.
 
Direito de greve
 
Já em relação ao direito de greve, o inciso XXVII determina que a negociação coletiva não pode reduzi-lo ou suprimi-lo, inclusive, quanto ao momento de exercício do direito e dos interesses defendidos.
 
Também, conforme o inciso XXVIII, não podem ser modificadas a definição sobre quais são os serviços ou atividades essenciais do artigo 10, da Lei 7783/89, e as disposições sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade em caso de greve.
 
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É vedada a negociação coletiva sobre: Seguro contra Acidente de Trabalho, direito de ação do trabalhador, admissão e vagas do trabalhador com deficiência, trabalho noturno insalubre de menores, igualdade de direitos do trabalhador avulso
São Paulo: Tel: +55 11 2175-9000 - Fax: +55 11 3256-7401
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