artigos - 24/04/2024

Enfrentamento a Covid 19 e formação de líderes visionários

Débora Bobra Arakaki

Uma realidade do século XXI é que as organizações e as suas lideranças enfrentam demandas frequentes por mudanças.  As mudanças constantes trazem a necessidade de rápidas adaptações e agilidade das respostas.

Justamente, é neste ecossistema de constantes e rápidas alterações que as empresas se depararam com um dos maiores desafios da sociedade moderna: o enfrentamento a Covid-19, uma crise sanitária com consequências significativas nas relações socioeconômicas.

Dentre as consequências da Pandemia podemos citar: i) a amplitude da crise nas indústrias, comércios; ii) mudanças no comportamento de consumo e restrições globais ao fornecimento e movimentação de mercadorias; iii) medidas disruptivas imediatas por parte, não apenas dos governos, mas também de organizações locais e globais; iv) as mudanças imediatas e de longo prazo nas operações de negócio.

Pesquisas recentes do Banco Mundial e do FMI (fundo monetário internacional)  retratam o recuo de -5,2% no PIB (produto interno bruto). Já, num cenário mais pessimista da OMC (organização mundial da saúde) o um recuo é de -32% no PIB mundial e na economia do Brasil a expectativa é de um PIB de -8%. Este cenário expõe as previsões de recessão nos mercados em todo mundo.

É neste contexto e para o combate da crise gerada pela pandemia da Covid-19  que foram propostas opções para responder imediatamente a um cenário caótico: a)  criação de uma equipe específica para delinear as estratégias macros, formando líderes diferenciados, fornecendo a resposta adequada para um acontecimento de impacto generalizado e que requer solução completa e contínua; b) criar condições favoráveis para gestão de lideranças com o fito de planejar/executar plano de ações; c) parametrizar as condições de recursos para cada departamento; d) priorizar os cuidados com as pessoas, as condições psicológicas, de trabalho e a preocupação com o bem-estar da família dos colaboradores; e) Renegociação com fornecedores tendo manter o equilíbrio econômico e financeiro do contrato.

Assim sendo, a crise atual destacou a necessidade das organizações conduzirem com agilidade o processo de mudança estratégica. Os membros da organização devem analisar o cenário, adotando ações e tomadas de decisões de acordo com a situação corrente, apresentando soluções para os problemas enfrentados.

Desta forma, a criação de sinergia entre a equipe de liderança contribuiu para entender o impacto da tomada de decisões, em mudar as estratégias em curso, elevar o grau de assertividade das ações para a mudança das estratégias do departamento, contribuir com a solução do problema proposto da organização e dos objetivos empresarias. Esse é o grande desafio!

Dentre as etapas desta mudança, podemos contemplar a fase de catalogar as ideias, práticas e comportamentos; discutir as novas ideias e as práticas aprendidas e em última análise propondo soluções de melhoria/mudança organizacional, mormente a internalização dos novos conceitos no cotidiano, incorporando definitivamente no comportamento dos colaboradores e na cultura empresarial.

Quanto a mudança organizacional, exige-se uma efetiva  transformação organizacional assegurando o sentimento de urgência; a reunião de um grupo com poder suficiente para liderar a mudança; criando um visão para auxiliar a direcionar os esforços; criando veículos de comunicação da nova visão; mudando o sistema atual encorajando a tomada de riscos e promovendo as novas ideias; planejando objetivos a curto prazo; consolidando as melhorias criadas e como última ação, institucionalizando as novas abordagens/mudanças. E por isso, indispensável que haja a capacitação das lideranças para efetiva mudança organizacional.

É importante que a organização perceba a direção a ser seguida e que os componentes desta alteração estejam tendentes a penetrar ainda mais no novo mercado de trabalho; desenvolvendo mercadorias e produtos mais assertivos e diversificando os serviços/produtos já existentes para uma correta estratégia competitiva, num constante planejamento/alterações de processos existentes, para uma real mudança institucional.

Neste esteio, os bons líderes realizam em última análise um importante exercício de sopesar os erros, sugerir melhorias, agem no engajamento das mudanças e imprimem comunicação correta, sempre atentos a superar obstáculos e concretizar o planejado.

E neste sentido, os líderes visionários tem como característica ligadas a questões estratégicas, são fortes influenciadores, fortalecem os novos objetivos organizacionais e procuram soluções e ideias nova para os antigos problemas; além de ser ético, planejador e engajador.

Por isso, a importância na formação das lideranças e investimento na formação de pessoas dentro da própria organização que tenham competências e habilidades específicas; bem como a busca em mercado de profissionais com este novo perfil de competências e habilidades exigidas.

Em última análise a gestão de mudança estratégica e formação de lideranças visionárias reverberam em duas vertentes: resolver um problema organizacional e contribuir para ciência do conhecimento institucional!

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Dr. Marcelo Mascaro

Advogado do Trabalho, CTO

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