artigos - 03/06/2024

Gestão de Times Remotos e a Gestão de Desempenho

As mudanças sempre existiram na história da humanidade, mas não com o volume, agilidade e o impacto com que ocorrem hodiernamente. Diversos fatores auxiliam para isso: as mudanças econômicas, tecnológicas, sociais, legais, políticas e culturais, que atuam conjuntamente, trazendo imprevisibilidade e incerteza para as organizações.

Nesse cenário de extrema competitividade, a adequada gestão do desempenho é fundamental para o sucesso no organismo corporativo. Igualmente, é necessário lembrar que os gestores devem ter habilidades específicas para conduzir adequadamente as ações e direcionar os integrantes do time e nesse sentido, a gestão de desempenho deve contemplar não só o cumprimento de determinadas tarefas e atividades, mas também verificar se o colaborador possui habilidades e competências necessárias para realizar as tarefas e atingir os objetivos sob sua responsabilidade.

Desta forma, a gestão de desempenho pode ser entendida como um sistema gerencial, cuja aplicação dos componentes promove o desenvolvimento do colaborador e resultados positivos para empresa. Os componentes principais são: definição de metas e objetivos, feedback, coaching e avaliação de desempenho.

Explorando um pouco mais o tema, tem-se que as metas definem os resultados que as pessoas devem atingir para realizar as atividades e os objetivos propostos para desenvolver seus projetos e sua carreira. E sabemos que no ambiente corporativo, vários benefícios são gerados pela existência de metas para os colaboradores, pois o trabalho diário é direcionado para as atividades que são mais relevantes para empresa, com ganho em foco na otimização do tempo e na realização das atividades.

Quando se fala em objetivo, tem-se que os objetivos estratégicos da empresa determinam os objetivos individuais e responsabilidades dos funcionários, bem como dos respectivos departamentos, em um processo cooperativo direcionado para a sustentabilidade corporativa.

Já o conceito de feedback é definido como a comunicação feita entre duas ou mais pessoas, na qual uma delas é avaliada pelos demais com relação às suas ações, comportamentos, tarefas, entre outros. Em outras palavras, significa “dar um retorno” às pessoas para orientá-las sobre sua performance e como pode melhorá-la.

Neste esteio, o coaching nada mais é do que um processo onde um indivíduo, denominado coachee, busca melhorar o desempenho para alcançar metas e objetivos por meio da assistência de um profissional, chamado de coach.

E, a avaliação de desempenho é uma ferramenta utilizada pelo RH, mais especificamente pela área de gestão de pessoas, para mensurar a performance das pessoas colaboradoras ou áreas de uma empresa. Ela pode ser realizada periodicamente, de acordo com as necessidades da organização.

Apesar de se tratar de assunto complexo e sem consenso, a teoria aponta a motivação como um importante componente da gestão de desempenho. No sistema, ela estimula a performance dos colaboradores. Ao líder, cabe garantir alinhamento dos objetivos corporativos aos desejos e às necessidades dos colaboradores/profissionais. E assim sendo, a motivação pode ser conceituada como uma tendência a uma ação com origem em uma razão ou necessidade. Já a satisfação ocorre quando a necessidade é satisfeita.

Na realidade, o objetivo principal da avaliação de desempenho é comunicar o desempenho, estimular a alta performance e corrigir desvios, ou seja, trata-se de um método formal para determinar quão bem uma pessoa está agindo em relação às metas combinadas. Reprisando o velho adágio popular: O combinado não sai caro!

Concluindo: a avaliação de desempenho é muito valorizada pelas empresas e pelos colaboradores porque, muito frequentemente, é utilizada como critério para definir aumentos salariais por mérito e promoções.

E se pudéssemos eleger algumas características marcantes de um modelo de gestão a distância que valorize a gestão de desempenho teríamos como competências destacadas: disciplina de execução, planejamento, visão sistêmica, autonomia, capacidade de decisão, foco em resultado, iniciativa, organização, boa comunicação, controle, motivado e motivador, além de domínio da tecnologia. Várias delas são encontradas nos líderes presenciais, mas para o gestor remoto são essenciais.

E finalmente, pode-se citar a flexibilidade como como competência fundamental para estabelecer uma relação de confiança, mas também garantir governança sobre atuação e, com isso, promover o desenvolvimento de pessoas e evolução do resultado.

Organizar-se em time remotamente nem sempre é fácil, mas é um desafio palpável e necessário nos dias atuais para a própria sobrevivência da organização corporativa!

Autora Dra. Débora Bobra Arakaki



Dr. Marcelo Mascaro

Advogado do Trabalho, CTO

Gostaria de falar com nossos advogados?

Fale conosco WhatsApp

Assine nosso boletim semanal

Não perca nossos conteúdos de vista. Cadastre-se agora e receba nossa seleção de artigos e notícias, diretamente no seu e-mail.

Nome
Ao informar meus dados, concordo com a política de privacidade.(obrigatório)
Ao informar meus dados, concordo com a política de privacidade.