artigos - 28/02/2024

Relações e negociações sindicais e a comunicação corporativa

Edno Martins

Considerado o pai da administração moderna, Peter Drucker dizia sempre em suas palestras e seminários que “60% de todos os problemas das empresas resultavam de falhas na comunicação”.

O prestigiado professor e escritor de origem austríaca informava ainda que a administração moderna era na verdade a ciência que trata sobre pessoas nas organizações.

Analisando estas duas colocações, e transferindo seus efeitos para as relações e negociações sindicais, podemos afirmar, sem medo, que a comunicação corporativa é extremamente relevante para os resultados válidos e positivos que se espera obter nesta área.

Assim, quem atua como gestor de relações sindicais ou negociador sindical deve estar atento para como se apresenta a comunicação corporativa em sua empresa.

A comunicação Corporativa impacta de forma direta no comprometimento e engajamento dos colaboradores, no desenvolvimento eficaz da liderança, na motivação no ambiente de trabalho, na produtividade bem como no clima organizacional.

O profissional Adriano Zanni, diretor de Engajamento e Comunicação com Empregados conceitua a “Comunicação Corporativa como sendo o campo de estudo que tem como missão trabalhar a reputação organizacional, conectando pessoas e marcas, propósitos e desafios estratégicos de negócios, seja no on ou no offline. Ela se faz coletivamente e deve ser vista como algo que está na responsabilidade de todos que a integram, das áreas mais operacionais, passando pela gestão de pessoas, áreas de backoffice, médias lideranças e todo o board. Ela se faz para e com essas pessoas, afinal toda organização é um organismo vivo e, ao mesmo tempo, singular, único”

Sabemos que o campo de ação e atuação da comunicação corporativa é muito amplo e, sendo assim, vamos analisar apenas o tripé que conceituamos “comunicação essencial”, sendo a Comunicação Interna, Comunicação Interpessoal e a Comunicação Institucional.

A comunicação institucional, dentro do conceito mínimo externo que aqui se pretende impor, é na verdade a forma de apresentação, comunicação e relacionamento da empresa com a comunidade, clientes, instituições e Órgãos Governamentais.

Já a Comunicação Interpessoal é baseada em condições válidas de aperfeiçoamento de algumas aptidões do interlocutor, como por exemplo: Saber ouvir, Percepção, Assertividade, Argumentação, Inteligência Emocional, Comunicação não verbal, Objetividade e Feed Back.

Mas certamente o modelo de comunicação que mais impacta nas condições válidas para o bom desenvolvimento das relações e negociações sindicais é a Comunicação Interna.

Comunicação interna são processos de trabalho nas corporações que possibilitam o relacionamento com o público interno e tem o papel de tornar comum a mensagem destinada aos seus colaboradores, com o propósito de motivar, estimular, promover agentes e difundir os ideais da empresa.

Mas não é só.

A comunicação interna se presta para o estabelecimento de um canal direto entre a corporação e os seus colaboradores, em momentos de negociação sindical, relacionamento com sindicatos, crises, decisões da alta gestão e são essenciais para equalizar a percepção positiva dos colaboradores quanto as ocorrências sindicais e demais mensagens necessárias.

Por muitas vezes o resultado de uma negociação sindical está intimamente ligado a um projeto válido de comunicação interna levada a efeito na corporação que possua como foco as relações e negociações sindicais.

Não podemos ainda nos esquecer que os sindicatos de trabalhadores são muito eficientes em comunicar suas ações e decisões aos seus representados.

Portanto, não podemos deixar de nos esforçar em desenvolver e aplicar com efetividade um projeto válido de comunicação corporativa que possa auxiliar e interferir de forma positiva nas relações e negociações sindicais.

Edno Martins

Advogado Especialista em Relações e Negociações Sindicais

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Dr. Marcelo Mascaro

Advogado do Trabalho, CTO

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