Profissional multitarefas, isso faz sentido para você ou não?

Pessoa sobrecarregada de tarefas não consegue ser multitarefas

Por Débora Arakaki, sócia do escritório Mascaro Nascimento Advogados.

Se Leonardo da Vinci é lembrado por ser um dos maiores gênios da história da humanidade até hoje, imagine se ele tivesse vivido em pleno século XXI em plena Era Digital e pudesse utilizar das redes sociais como Instagram e Facebook como ferramentas de divulgação de suas obras, tais como a ‘A Última Ceia’ e ‘Mona Lisa’, uma das pinturas mais famosas e reproduzidas de todos os tempos? 

Certamente seria um dos maiores fenômenos de viralização de forma espontânea, sem utilização de marketing digital.

O artista é uma das figuras mais importantes da época do Renascimento e se fossemos resumir no LinkedIn, em seu portfólio de atividades tudo o que fazia, seu perfil seria bem extenso. Afinal, sem dúvida nenhuma dentro de sua paleta de habilidades além de pintor, certamente estariam presentes: desenhista, escultor, anatomista, inventor, poeta, músico, historiador, botânico, músico e engenheiro.

O currículo deste gênio da humanidade não poderia ser mais atual. É tendência por ser um profissional multitarefas, como um cristal multifacetado, adaptável a vários trabalhos e situações, nos Estados Unidos recebe o nome de portofolio carreer.

Portofolio carreer

O fenômeno está ganhando muitos adeptos por conta da flexibilização do mercado de trabalho e novos modelos de negócios solicitados no mundo empresarial.

Muitos especialistas dizem que perseguir um portifólio de atividades pode se dar por diversas motivações: ambições financeiras, satisfação pessoal, propósitos de vida entre outros; seja qual for o motivo, quando há dispêndio de energia, organização e direcionamento, está se construindo uma nova carreira, ou pelo menos, abrindo novos horizontes com esta finalidade.

Sabendo disso e para gerar mais satisfação pessoal aos seus colaboradores, as empresas têm flexibilizado o modelo tradicional de trabalho oportunizando novos modelos, gerando ao empregado a possibilidade que ‘libertando-se’ do modelo costumeiro de trabalho. 

Assim, possa exercer outros tipos, portfólio de atividades e escopos de trabalhos que possam aguçar outras áreas que geram interesses dentro da própria empresa: áreas de trabalho que explorem o caráter empreendedor do colaborador, o viés mais técnico, sua tendência criativa e dinâmica, enfim,  num jogo de ganha-ganha, como sempre deve ser.

Dessa forma, o empregador cresce criando um ambiente corporativo mais saudável e o empregado se sente mais realizado por se utilizar de toda sua capacidade multifacetada, explorada e descoberta.

As características mais significativas para se sentir realizado dentro desta equação são: ter habilidade para cuidar de vários projetos ao mesmo tempo, aptidão para criar relacionamentos, conhecimentos para explorar novos negócios e energia para realização dos desafios que vem pela frente.

Mas calma, não precisa ser um gênio da Renascença para trabalhar dessa maneira, tudo é uma questão de perfil, uma dose de autoconhecimento, maturidade e desenvolvimento de habilidades. Afinal, só vale a pena ‘mergulhar de cabeça’ se realmente fizer algum sentido na sua vida!

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