Gestão de Empresas e influência da Pandemia

 

reunião empresa

Por Débora Arakaki, sócia do escritório Mascaro Nascimento Advogados.

 O texto a seguir convida a reflexão sobre a exata compreensão dos efeitos da pandemia de COVID – 19 na gestão de empresas diante do contexto inédito causado pela pandemia.

 No Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia recuou 4,1% em 2020, cessando o crescimento, ainda que pequeno, dos últimos três anos. Com relação ao desemprego, a taxa anual foi de 13,5%, correspondendo a 13,4 milhões de brasileiros sem trabalho, sendo a maior taxa já registrada desde 2012.

 Em contrapartida, a atividade de informação e comunicação cresceu 12,3% em 2021 puxada por internet e desenvolvimentos de sistemas. O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. 

O ano de 2022, ano eleitoral, a combinação entre juros altos, inflação e coronavírus traz uma margem de insegurança, mas especialista sugerem que o crescimento não virá sem esforço e de acordo com análise do Fundo Monetário Internacional (FMI), nossa economia deverá crescer entre 0,8% e 1,9% em 2022.

 De toda forma a pandemia de COVID-19 influenciou a gestão de pessoas, em especial no que diz respeito à díade formalidade e informalidade, novas formas de gestão empresarial e inovação  como forma de dinâmica de aperfeiçoamento de estratégias internas para o bom funcionamento organizacional.

Nova cultura nasce

A criação de uma nova cultura a partir de uma base sólida de cooperação parece ser o caminho mais acertado para dirimir eventuais situações atípicas causadas por este momento de exceção que vivenciamos!

 Assim sendo, a visão antiga de abordagens de melhores práticas uníssona, com pouca flexibilidade parece ceder lugar a valores como sustentabilidade, cooperação, confiança, inovação, práticas a favor da diversidade, comunicação assertiva e bem estar.

 O olhar diferenciado na prática de gestão de pessoas/organizacional traz ganhos significativos  de segurança do trabalho, comunicação organizacional e do trabalho, novas reflexões sobre o tema liderança e adequação de políticas de gestão de pessoas no nível tanto estratégico, como tático e técnico operacional. 

Com relação a segurança do trabalho e saúde física com colaboradores e incerteza sobre o futuro, a pandemia fez com que as empresas considerassem adaptações físicas para garantir a segurança de seus profissionais, proporcionando um local seguro.

 No que tange a comunicação foi necessário a implementação de ferramentas com o fito de agilizar as informações, criando uma linguagem fluida e homogênea por parte dos gestores.

 Quando falamos em “Organização do Trabalho”, os movimentos da empresa para que o trabalho remoto pudesse acontecer no contexto da pandemia, foram adequados desde a infraestrutura para funcionários, como a aquisição equipamentos, tecnologia, troca de plataformas de comunicação voltadas para o trabalho remoto e para os servidores de e-mails.

 O treinamento das lideranças para fortalecimento de habilidades ligadas à comunicação e otimização de trabalho home office também teve destaque entre as alterações de gestão humana, contribuindo para aperfeiçoamento de políticas e práticas de gestão de pessoas, numa linguagem mais transparente, prestigiando práticas igualitárias e justas.

 Novas políticas para avaliação de desempenho e participação ativa do RH na relação líder e liderado surgem como fator agregador para o bom/fiel andamento organizacional.

 E assim sendo, ainda longe de se encontrar uma ‘fórmula mágica’ ou ‘equação perfeita’, todas essas medidas preventivas adotadas no mundo empresarial, especialmente as de ordem mais prática, que não demandaram formalidade de procedimentos, como as reformas físicas, a compra de equipamentos de proteção, o afastamento de funcionários com comorbidade e o investimento em infraestrutura para realização do trabalho remoto, foram importantes medidas que contribuíram para o fortalecimento do trabalho remoto, horário flexível ou rodízio de funcionários, tendência esta que veio para ficar.

 A forma de condução face a pandemia  a título organizacional de forma ágil, relacionadas à infraestrutura para proteção da saúde dos colaboradores, resultou em última análise na: otimização de trabalhos, sem perda de qualidade, novo perfil de comprometimento de profissionais e sem dúvida nenhuma, melhora no clima/ambiente organizacional e por fim, qualidade de vida ao colaborador.

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