Práticas de Gestão e Papel das Lideranças como influências na Cultura Organizacional

Gestão de Pessoas
Débora Bobra Arakaki Masson

Nas últimas décadas, o mundo organizacional tornou-se cada vez mais ágil, e o mercado brasileiro abriu portas para novos produtos, sobretudo no que tange à inovação. Essa nova realidade, caracterizada pela competividade, demandou novas práticas de negócios, contemplando, inclusive, novas práticas de gestão de pessoas.

As mudanças na organização do trabalho trouxeram consigo a necessidade de se abandonar o modelo paternalista de gestão de pessoas, passando a adotar novas práticas. E dessa forma, é cada vez mais evidente o papel das lideranças para a manutenção da cultura organizacional.

Cultura é um conceito que comporta múltiplas definições. De maneira simplista é o conjunto de valores e crenças compartilhadas pelos membros de uma organização, não podendo ser considerada como algo estático, já que sofre constantemente a influência das pessoas.

Desta forma, o que queremos saber é: Como as práticas de gestão influenciam na cultura organizacional? Qual o papel das lideranças para manutenção/fortalecimento da cultura organizacional?

Considerando-se a realidade de crescente competitividade nas companhias brasileiras, torna-se necessário analisar a dimensão humana nas organizações contemporâneas e as práticas de gestão de pessoas para atender as demandas do mercado.

A autoridade típica das antigas práticas de gestão de pessoas dá lugar ao diálogo transparente entre as partes, as empresas deixam de utilizar a imagem de agente impessoal e agressivo; tentando difundir uma cultura de eficiência, praticando outro tipo de gerenciamento, mais racional, pautada na qualidade e na urgência, mas deixando pra trás o antigo caráter ameaçador.

Abandona-se a visão unilateral, impositiva de gerenciamento de pessoas e a área de Gestão de Pessoas não fica mais adstrita à solução de problemas isolados de recrutamento e seleção; administração de cargos e salários; legislação trabalhista e treinamento e desenvolvimento de pessoas. Ganha-se vertente estratégica que propicia o sinergismo organizacional, incutindo o espírito de cooperação geral, onde vários indivíduos e equipes podem atingir maior resultado que a soma dos resultados individuais, auxiliando precipuamente na formação e acompanhamento dos líderes.

Segundo consultor na área de Gestão de Pessoas, Luiz Antônio Stocco: “O maior elo entre o profissional e a empresa é o líder que tem a função de transmitir os valores corporativos, é um grande porta-voz e deve estar totalmente engajado com a política de valores e missão da empresa”.

E por isso, destacamos o papel importantíssimo da área de Gestão de Pessoas tanto na escolha acertada das competências requeridas das lideranças, mas também no suporte/acompanhamento do desenvolvimento do líder.

Luiz Antônio Stocco arremata: “A cultura organizacional é compartilhada pelos pares, subordinados e superiores, mas o líder tem a preciosa missão de decodificar a cultura com atitudes. A antiga ideia de ter, simplesmente, um quadro na parede com conceitos, é ultrapassada. O que gera comunicação é transmitir cultura com atitudes práticas”.

Inserir os aspectos de Gestão de Pessoas no planejamento estratégico organizacional é uma necessidade inconteste, e a integração organizacional exige da área de Gestão de Pessoas o emprego não apenas de técnicas tradicionais, mas a assunção estratégica para responder aos novos desafios. Atuando internamente, mas, sobretudo, operar como agente facilitador da consecução dos objetivos da organização.

Compartilhe