Desenvolvimento profissional em época de desaceleração econômica.

Débora Bobra Arakaki Masson

Este ano foi um ano repleto de eventos, alguns já previstos como Carnaval, feriados e dias festivos universais; outros esporádicos: Copa do Mundo, eleição, greves em diversos setores, manifestações, etc.. Enfim, este quadro de incertezas conduz, inevitavelmente, a desaceleração da economia, receio por parte dos grandes investidores, ajustes econômicos serão inevitáveis e como consequência final, as empresas evitam novas contratações e aumento de salários.

Segundo dados no Ministério do Trabalho foram criados 25 000 vagas formais de emprego e este número reflete o pior saldo em quase duas décadas e alguns economistas arriscam dizer que a estagnação na economia deve durar até meados de 2015.

Do ponto de vista de carreira, muitos profissionais se perguntam: Devo permanecer inerte a todas as mudanças, desistindo de progredir na carreira? Como posso crescer num mercado não propício ao crescimento?

Mesmo no mundo de incerteza e ajustes políticos e econômicos, a sugestão dos especialistas é não estagnar na carreira, continuar investindo na capacitação, pois a pró-atividade poderá a médio e longo prazo render oportunidades.

Diz o especialista em Coaching de carreiras empresariais que: “O profissional tem que aproveitar inclusive as possibilidades positivas que são geradas em épocas de crise, como por exemplo, a oferta abaixo do mercado de cursos pela capacitação num novo idioma; cursos à distância que conseguem oferecer conteúdo igual ou semelhante ao presencial por um menor dispêndio mensal. As ‘promoções’ estão em todo lugar”.

O profissional que se mantém estagnado no mercado nas épocas de crise tem menor expectativa e possibilidades profissionais quando a crise terminar.

Esclarece ainda consultor da área de desenvolvimento de pessoas: “Ampliar as competências profissionais para alcançar as metas internas é salutar, e garante aumento da performance individual e da equipe e reflete nas conquistas futuras. O que não podemos é ficar inerte”.

O erro mais comum que pode ocorrer num cenário desacelerado é deixar de investir em si mesmo. A estagnação econômica, muitas vezes não passa de mera desculpa do profissional que já tem um perfil tacanho. O jeito mais fácil de perceber se sua carreira parou é analisar se suas atribuições não mudaram e se ainda existe algo desafiador a fazer. Se a resposta for negativa, a este último item, é hora de repensar, refletir e talvez mudar. O velho adágio popular, ‘Camarão que dorme a onda leva e Jacaré que fica parado vira bolsa’, cai como luva.

Tenha paciência, aposte no networking e mude, caso seja necessário, com objetividade!

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